quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Eu não sou Nina, Chico Buarque, porém...
Embora nova, já chorei por amores que nem viúva.
Mas, acabou, esqueci."

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Eis a pergunta: Estou vivo ou morto?

Ensaio sobre quando a ausência corrói e pratica vários modos de morrer e continuar vivo.

Roberta M.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Com um pé nessa estrada

Aos meus ouvidos, ao meu espelho, aos meus cadernos, ao vácuo repleto das minhas palavras de indignação. Ao meu rosto cansado do sal das minhas lágrimas. Se assim vivo, o modo como escolhi viver foi uma escolha não pensada, não discutida no meu silêncio característico. E aguardo uma tradução coerente do que acontece em mim. Um sonho de felicidade poderá ser real? Minha cabeça está ao avesso do avesso...

Verdadeiramente cansada desses discursos e conversas sem essência, ou de essência vazia, banal, quero romper e fazer escândalo, “minha alma grita pra libertar meu riso do embaraço, e soltá-lo da angústia desse laço que se prende e habita no meu peito”. E qual minha essência? De quais e quantas palavras vou precisar pra fazer escândalo? De quanta coragem? Há uma certa preguiça de encarar o novo, porque... há quanto tempo estou na inércia?

Acostumar é a maneira mais fácil, mas errônea de aceitar... a solidão, o ato de ceder e esquecer-se, o egoísmo desprovido de amor próprio. E esse medo de magoar, de perder? Qual a verdadeira razão de viver, e porque eu procuro sentido em tudo? Eu quero saber demais... ?

Existe alguém que mereça a tristeza da gente? Embora o nosso medo fale mais alto, correr riscos trabalha o nosso lado de humanidade, generosidade e compaixão. O quão compassiva eu sou? Quando foi a última vez que eu me arrisquei, que eu enfrentei, que eu fui compassiva comigo mesma? Quando foi a última vez que dei chances a mim ?

Não tenho a menor vontade de sair de casa, não tenho a menor vontade de viver, de existir. O que é a vida pra quem não tem esperança? A minha fé é tão pouca... E eu me sinto tão pouca, tão só, tão estranha e tão mesquinha, que as palavras de conforto soam a mesma ladainha em que eu quero acreditar sem conseguir. Os mais velhos leem meus olhos e ações, e dão o sermão: de algo adianta, se minha fé é pouca?

Eu não faço a menor questão de ser clara, objetiva, óbvia e de falar o que faz sentido. Será o motivo da minha solidão? Pra mim basta ser lida, ouvida, até mesmo criticada: Chico e Caetano são muito fodas, mas tampouco são eles que entenderiam a minha dor.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Masoquismo Psicológico do Amor.

Significado: Traição mental em busca da resposta de outro ser para seus sentimentos. Uma dor implausível, quando não é.
Logo entramos em um ciclo vicioso, esse cheios de esperas, cheios de ardores dos beijos não beijados, lenços gastos e olhos mais submersos que a praia de Copacabana em dias chuvosos. Cansado assim da dor implausível o individuo faz uma tentativa desesperadora de arrancar esse outro ser que habitou sua mente fazendo dele sua casa, no final saindo sem pagar o aluguel. (como se o coração tivesse uma taxa para quem se acomoda dele).
Mas, a verdade é que logo caímos na contradição de palavras ditas assim tornando-se o masoquismo psicológico do amor revivido.


terça-feira, 5 de julho de 2011

Desanuvio.

Às vezes, o necessário é um banho de chuva de três horas pra enrugar os dedos até da alma.


Foto do filme Lluvia de Paula Hernández.

Cazuza, um trem para as estrelas, por favor.